Digimon tri. foge de situações arrastadas em seu arco final

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Os Digiescolhidos na nova saga (Foto: Divulgação)

Em tempos de retornos de franquias clássicas como Os Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, Yu Yu Hakusho, Ashita no Joe e tantas outras, Digimon Adventure tri. veio para saciar a sede de nostalgia da saga criada no final dos anos 90 por Akiyoshi Hongo (ele nada mais é que um pseudônimo da mesma equipe que criou o Tamagoshi). A nova série de filmes, dividida em seis arcos, foi lançada nos cinemas japoneses em novembro de 2015 e seu final intitulado “Futuro” aconteceu neste sábado (5). Como mandava a tradição, os arcos eram lançados no resto do mundo com um dia de antecedência pelo serviço de streaming Crunchyroll, em formato episódico.

Digimon tri. começou muito bem, mostrando como estava Tai (Taichi) e cia após os eventos das duas primeiras temporadas. Agora adolescentes, eles passaram a lutar contra uma ameaça que pode extinguir a humanidade de uma vez por todas. A série tentou dar um outro tom à dramaticidade da série clássica, que era um ponto forte, e acabou se perdendo com situações arrastadas. Foi o caso de Meiko e Meiccomon. Respectivamente uma nova digiescolhida e seu parceiro Digimon que não caíram lá no gosto do público.

“Futuro” começa do ponto onde termina o arco anterior, com o desaparecimento de Tai e segue com o ataque de Ordinemon. Para salvar o mundo real, haveria uma reinicialização, comandada por Homeostase, que extinguiria a vida humana. Finalmente há uma explicação para o desaparecimento de Davis (Daisuke), Yolei (Miyako), Codi (Iori) e Ken. Os digiescolhidos da segunda temporada. Por outro lado, isso soou como uma desculpa para deixá-los de fora e dar mais destaque à formação clássica.

O arco final não foi tão arrastado quanto os três últimos. Agora a coisa veio pra ser resolvida. De alguma forma, Digimon tri. procurou fazer jus ao legado da série clássica, mesmo com todos os altos e baixos. Valeu foi a intenção de despertar a nostalgia e ouvir o saudoso Koji Wada cantando “Butterfly” pela última vez e também Ayumi Miyazaki com temas clássicos de inserção. Mas poderia ter uma história curta e com tratamento melhor. Mesmo com um bom desfecho, o resultado em si foi fraco e quase dispensável.


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