
Já se passaram 20 semanas desde a estreia de Changeman, Jiraiya e Jaspion na Band. Não é errado dizer que os clássicos estrearam como tapa-buraco da programação dominical. Afinal, a pandemia da COVID-19 fez com que as emissoras de TV corressem atrás para cobrir horários de programas, que tiveram suas respectivas produções interrompidas, com reprises. É o caso da emissora do Morumbi, que teve que fechar negócio com a distribuidora Sato Company para exibir os clássicos no lugar do futebol.
A estreia de Jaspion, por exemplo, registrou 2.5 pontos. É muita coisa para os padrões da Band. Hoje as séries tokusatsu continuam em quarto lugar e variam entre 1 e 2 pontos.
O que houve semanas atrás foi o seguinte: a Fórmula 1 retomou as partidas no início de julho. Para alguns, foi uma surpresa ver nomes dos pilotos nos trending topics do Twitter, mas essa é a lógica. Todo e qualquer evento esportivo vai estar no topo, queira ou não. Não tem Tarzan Galático, Esquadrão Relâmpago e nem Ninja Olimpíada que dê jeito nisso. Normal.
Nesse meio tempo de retomada do torneio automobilístico, foram revelados alguns torcedores do contra, que chegaram a surfar na onda de Jaspion e cia na Band e semanas depois torceram o nariz a ponto de chamar os clássicos de “velharias”. Ingratidão. Mas o tempo está provando o contrário e os tais argumentos falaciosos – sobre os clássicos serem ultrapassados a ponto de sair do ar sem mais nem menos – nada mais eram que pastéis de vento. As séries continuam populares, tanto que a Band já confirmou o interesse em continuar exibindo esse tipo de produto – mesmo depois da volta do Sub-20 em 23 de setembro. E nem tudo é nostalgia. A parceria entre Band e Sato rendeu até uma exibição do filme BraveStorm numa tarde de sábado.
E temos uma coisa interessante já para este domingo (9). A Band vai passar episódios de Jiraiya que não são veiculados na TV brasileira desde 1991. Ou seja, episódios que não foram reprisados em 1999, quando a série foi exibida nos últimos meses da Manchete e na fase experimental da RedeTV!. Esse bônus ninguém pode negar, não é verdade?
Em tempo: se nada mudar, serão 27 semanas ininterruptas de Jaspion e cia. Bem mais que o tempo das séries japonesas no período de testes da RedeTV! (que duraram 25 semanas com várias inconstâncias na grade). Tapa-buracos? Sim, mas eles provaram que são mais do que uma simples necessidade emergencial. 27 semanas não são 27 dias, certo? É claro que ainda há o problema de falta de patrocínio, mas é algo que pode mudar conforme as coisas forem se restabelecendo.
Mas fica a pergunta no ar: a Globo reprisa a novela Fina Estampa desde 23 de março, vai reprisar A Força do Querer em seguida e Amor de Mãe só volta com novos capítulos em 2021. Tapa-buracos? Sim, de 10 meses (ou mais). Só que é um caso específico. Veja, até Pantanal teve que ser reprisado no horário nobre da Manchete, quando Brida foi cancelada em outubro de 1998. O mais engraçado é que a novela terminou na gestão de outra emissora e em seu lugar entraram especiais musicais, em meados de julho de 1999. Isso sim foi tapa-buraco qualquer.
Tudo é questão de analisarmos caso a caso antes de cantar qualquer derrota e usar a pecha de “nostalgia” para justificar o que não tem cabimento. Antes desse ciclo inicial acabar, qualquer suposição negativa é uma mera leviandade. E que bom saber que as séries estão atraindo também novos fãs e reunindo as famílias. Isso vale mais que qualquer número do Ibope.
Podem criticar, falar que é antigo e o que quiserem. O fato é que nostalgia vende, além de não haverem mais conteúdos de qualidade como antigamente na TV. Que venham mais tokusatsu da era de ouro! Parabéns pela postagem.
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Olá! Vamos torcer para a continuidade das séries Tokusatsu. Acredito que com mais planejamento, principalmente da emissora, possamos usufruir de mais séries do gênero. A Sato Company está com portfólio bem interessante.
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