Ultraman é o “pai de milhões de Ultramanzinhos”, segundo o Fantástico. Oi???

Uma estátua de Ultraman (Orb) na reportagem do Fantástico | Foto: Reprodução/Globo

Depois de um ano de atraso, devido à pandemia da COVID-19, as Olimpíadas de Tóquio finalmente terão início nesta quinta (22). Para aproveitar esse hype esportivo na Terra do Sol Nascente, o Fantástico, tradicional programa dominical de jornalismo da Globo, resolveu fazer uma reportagem sobre os animês.

Eu não assisti a reportagem no dia, pois confesso que sou alheio à programação da TV nesse horário há um bom tempo. Consegui assisti-la na íntegra no dia seguinte. Apesar da emissora carioca não ter tratado muito bem desse tipo de produto – nos tempos áureos de sua programação infanto-juvenil -, foi legal ver esse espaço.

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Algumas pessoas ligadas à cultura pop japonesa foram entrevistadas, inclusive o cantor Ricardo Cruz, que é integrante da banda japonesa JAM Project e o nome que melhor representa essa parte da cultura pop entre Brasil e Japão. A Globo fez menções a animês (e não “anímes”, como foi dito na reportagem) como Os Cavaleiros do Zodíaco, Gundam, Super Campeões, One-Punch Man, etc. Só que a reportagem começou tratando sobre Ultraman, que completou 55 anos no último sábado (17).

O problema é que a Globo cometeu umas gafes imperdoáveis com o gigante prateado. Primeiro de tudo, foi que o repórter acabou escolhendo uma estátua do Ultraman Orb (da imagem acima) para representá-lo. Talvez o repórter tivesse escolhido na base do “todo Ultraman é ‘igual'”, quando na realidade não é.

Outra gafe foi quando mencionaram herói (Man ou Orb?) como o “pai de milhões de Ultramanzinhos“. Oi??? E assim nasceu um apelido mais bizarro que “Ultraman Hayata”. Até onde sabemos, Ultraman tem irmãos. Na Família Ultra temos o Pai de Ultra, seu filho Ultraman Taro (que é o pai de Taiga) e Ultraseven.

Tá certo que a reportagem não tem a obrigação de ser um fã hardcore, detalhista como a gente. Mas uma consulta com quem trabalha com isso não seria pedir muito, certo? E não custava chamar tokusatsu de tokusatsu. Enfim, falta de fonte não foi, não é mesmo?


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