Ultraman Trigger se despede deixando o público com sorriso de esperança

Trigger no último episódio da série | Foto: Divulgação/Tsuburaya

Ultraman Trigger: New Generation Tiga foi a melhor série tokusatsu de 2021. É bem verdade que teve alguns episódios desnecessários, tempo que poderia ser melhor aproveitado em um espaço de 25 episódios. Apesar dos pesares, as qualidades da trama cobrem seus defeitos. Nas redes sociais, os fãs ficaram bastante gratos pelo que viram nestes seis meses.

Houve homenagens/referências dignas ao clássico Ultraman Tiga, que completou 25 anos em 2021. Elementos foram reaproveitados naturalmente, sem forçar a trama. Mesmo a série tendo lugar em um mundo diferente da série de 1996, Mitsukuni e Yuna Shizuma – pai e filha – foram praticamente o elo entre a atual série com a antiga. Mitsukuni veio do mundo de Tiga e já sabia sobre o herói, uma vez que ele era oficial da GUTS, antes de cair em outro mundo por acidente, se casar com uma descendente de Yuzare e criar a Fundação Sizuma e a GUTS-Select.

Yuna foi a personagem-chave, que teve que encarar seu próprio destino como a reencarnação de Yuzare e enfrentar os desafios dos Gigantes das Trevas. A garota de 18 anos até “maltratou” o coração de um deles, Darrgon, que morreu com honra.

Cada um dos Gigantes das Trevas teve sua própria personalidade explorada, de alguma forma. Obviamente até mais que suas respectivas contrapartes, do filme Ultraman Tiga: A Oidisseia Final (2000). Carmeara foi bem mais emotiva que Camearra e sua obsessão por Kengo foi ganhando mais sentido para a emocionante reta final. Só lamento que a idol Sumire Uesaka, que emprestou sua voz para Carmeara, apareceu uma única vez como a forma humana da vilã. Bem que esse fator poderia gerar mais algum sofrimento para Kengo.

Aliás, o herói pode não ser tão calmo quanto Daigo Madoka, o hospedeiro de Tiga, mas acabou se tornando um personagem convincente. Chegou com o seu bordão “Smile, smile!“, que tentou não ser chato e acabou cativando o público. E agora se despede como um herói que descobriu sua verdadeira origem, amadureceu e salvou a Terra do poder das trevas.

Ignis também foi um personagem em destaque. O anti-herói, que se tornou em hospedeiro de Trigger Dark, poderia ser mais explorado se não caísse em comédias forçadas nos primeiros episódios. Que bom que isso foi corrigido a tempo, mas ainda fica atrás de um Jugglus Juggler da vida.

Ultraman Trigger chega ao fim e logo mais, em 18 de março, vai ganhar um filme nos cinemas japoneses chamado Ultraman Trigger: Episode Z (contando também com a volta da dupla Haruki Natsukawa e Ultraman Zett). Como Kengo retornará, já que ele se fundiu ao Eternity Core? Por que o Capitão Seiya Tatsumi aparece supostamente como traidor?

São perguntas que ficam no ar e que garantem um breve retorno dos personagens para um futuro próximo, deixando a gente com mais sorrisos (sem trocadilho). Ao menos deveremos ter uma homenagem ao Ultraman Dyna no segundo semestre, em comemoração aos 25 anos do herói.

Por enquanto, Kengo Manaka e cia vão sim deixar saudades. Mas… o que será das minhas sextas-feiras sem a paz do sorriso de Yuna?


Deixe um comentário