
Kamen Rider OOO (O’s) é uma das séries mais legais da franquia durante a era Heisei. É claro que a ideia de um filme comemorativo de 10 anos é naturalmente bem-vinda. Mas este é um caso bem incomum, do tipo que você olha pra trás e pensa que certas obras não devem ser tocadas novamente. É melhor deixar quieto.
Pois bem. Kamen Rider OOO 10th: Core Medal of Resurrection, que estreou nos cinemas japoneses no último dia 12 de março, não é uma obra ruim, que fique bem claro. Ver Eiji Hino e seus aliados de volta é como voltar ao passado, sentir a sensação de nostalgia. Parece que o tempo não passou para a maioria deles, pois estão praticamente do mesmo jeito. É como se a série de TV tivesse terminado ontem mesmo.
A atriz Riho Takada (Hina Izumi), por exemplo, continua tão linda como há mais de uma década. A única atriz que praticamente mudou foi Mayuko Arisue (Erika Satonaka), que está muito mais bonita.
Belezas à parte, aparências podem ser as mesmas, mas a mitologia de OOO não será mais como conhecemos. O novo filme é como um vaso quebrado. Deixou trincas na saga, sendo este o momento mais angustiante e melancólico. Ou seja, Kamen Rider OOO 10th: Core Medal of Resurrection serviu para relembrar momentos da série de 2010, porém não veio para entregar felicidade para os fãs.
Definitivamente, nada será como antes e já não esteve mesmo para Ankh, que retornou à vida (por um acaso) depois do final da série. Ele se depara com seus aliados humanos enfrentando uma verdadeira guerra contra os Greeds (as formas humanas também não mudaram quase nada), que agora são liderados pelo antigo rei de 800 anos atrás. Nossos heróis se deparam também com Goda, um novo misterioso Greed que é a chave de todo o caos deste retorno.
Além de apresentar novas formas, Kamen Rider OOO 10th: Core Medal of Resurrection reserva surpresas que vão deixando o espectador ainda mais apreensivo e com uma genuína sensação de despedida. No mais, o filme não passa algo tão grandioso até o momento final, que certamente fecha um ciclo que não deveria ser reaberto agora ou jamais. Desnecessário existir? Talvez. Se houver um milagre, talvez isso aconteça daqui a dez anos, se tiver mais um filme comemorativo.