Cavaleiros: nova temporada do reboot começa com Mu “apelão” e Aldebaran “fantoche”; pior do que está pode ficar

A estranha expressão de Aldebaran é digna de meme; sim ou claro? | Reprodução/Crunchyroll

No domingo (31), o mesmo dia da grande estreia de FUUTO PI, rolou a estreia da segunda temporada de Saint Seiya: Os Cavaleiros do Zodíaco, reboot da série clássica de 1986. A primeira temporada continua sendo exclusiva da Netflix, enquanto a nova remessa de episódios terá lançamento semanal via Crunchyroll.

E, cá entre nós, quando se trata desse reboot, a gente dá aquele sorrisinho meio sem graça, né? É claro que Cavaleiros tem e sempre terá um peso de extrema relevância, mas não dá pra entender como a Toei ainda não cancelou a produção. Se a primeira temporada foi ruim, a segunda pode fica pior e os dois primeiros episódios dessa nova leva já sinalizaram isso.

A segunda temporada começa de onde parou a primeira, com Saori ferida no peito esquerdo pela flecha dourada. Agora estamos vendo a “atualização” do arco das Doze Casas, que já começa de maneira constrangedora, com uma cena em que Máscara da Morte ataca o Mestre Ancião nos Cinco Picos Antigos.

Até aí, tudo bem. Só que essa é uma situação que aconteceu pouco antes de Saori ser atingida pela flecha. Mas pior do que isso foi ver uma cena em que o Mestre Ancião desaparece ao se desviar do ataque do Cavaleiro de Câncer, vemos uma cena bizarra onde o chapéu dele começa a voar. Risível demais!

O animê 3DGC pecou grosseiramente com a personalidade de Mu de Áries, que, ao invés de ser pacífico, sensato e cético sobre a personalidade do Grande Mestre, atacou os Cavaleiros de Bronze na primeira casa e mostrou uma lealdade canina pelo líder do Santuário. Fora que ainda teve um momento “dramalhão de novela” com Saori, ferida, tentando convencer Mu a parar de atacar os heróis. Na boa, ele não precisava ser tão “apelão”. Foi uma cena nada a ver e que ele poderia continuar sendo um aliado do início ao fim.

Agora, não sei a impressão de vocês quanto ao visual de Aldebaran de Touro. Sua personalidade não foi alterada e menos mal nesse ponto. O problema era as expressões do personagem brasileiro – ao menos no mangá original de Masami Kurumada. Os olhos de Aldebaran são estáticos e parecem mais olhos de fantoche, mais ou menos como em antigos programas da TV Cultura, por exemplo.

Aliás, eu fiz questão de escolher essa expressão de Aldebaran (em flashback do segundo episódio) para a capa deste post, pois foi involuntariamente engraçada e é digna de meme. Essa foi demais, viu.

Quer dizer, o reboot de Cavaleiros voltou para firmar uma relação de amor e ódio entre os fãs, principalmente das antigas. Por essas e outras bizarrices que estão por vir nas próximas semanas, o animê será um dos mais comentados. Mas está anos-luz de ser uma obra prima e digno de ser algo memorável desta temporada de verão.


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