Pra Kamen Rider dar certo no Brasil, eu tenho uma dica: lançamentos à conta-gotas

Os dois primeiros episódios legendados de Kamen Rider Kuuga já estão disponíveis no Brasil | Divulgação/Toei

No último sábado (1º) tivemos a pré-estreia, digamos assim, de Kamen Rider Kuuga, com o lançamento dos dois primeiros episódios no TokuSato, canal oficial da Sato Company no YouTube. Nos próximos sábados também teremos os lançamentos de dois dos primeiros episódios de Kamen Rider Agito (no dia 8), Kamen Rider Build (no dia 15), Kamen Rider 555 (Faiz, no dia 22), Kamen Rider Ryuki (no dia 29) e Kamen Rider Zero-One (no dia 5 de novembro).

Os fãs inveterados da franquia perceberam que boa parte da lista não está seguindo a cronologia, o que é bem estranho. Mais estranho ainda é que os dois primeiros episódios de Kuuga foram lançados exatamente 9 meses depois do anúncio da aquisição de séries inéditas de Kamen Rider pela Sato.

É notória a falta de estratégia da distribuidora, que perdeu esse tempo para lançar Kuuga e Build, que estão com legendas prontas desde o começo do ano. Já poderiam estar disponíveis no Amazon Prime Video – considerando que o próprio Nelson Sato afirmou em recente entrevista para o portal Omelete que as séries estarão na plataforma, uma vez que a mesma tem Kamen Rider Amazons e Kamen Rider Black Sun como produções exclusivas.

Na semana passada eu assisti a um vídeo recente do canal TokuDoc, em parceria com a Resistência Tokusatsu, onde os amigos Danilo e Bone comentaram sobre esses lançamentos de dois primeiros episódios de cada série no YouTube – que é uma estratégia parecida com a que foi adotada pelo canal Toei Tokusatsu World Official em 2021, ano do cinquentenário de Kamen Rider.

Bone foi preciso ao perguntar no final do vídeo se as séries Kamen Rider estão sendo bem tratadas pela Sato Company. Minha resposta é: não. A distribuidora precisa trocar uma ideia com o pessoal da SHOUT! Factory pra seguir uma estratégia similar.

Veja: Kamen Rider Kuuga foi anunciado no final de abril de 2020 pela distribuidora americana e estreou em 1º de maio do mesmo ano nos EUA via plataforma de streaming TokuSHOUTsu. Ou seja, nem os gringos fizeram um tempo de gestação para lançar esse material, pois eles tem método e estratégia, ao contrário do que acontece atualmente no Brasil.

Eu entendo que a Sato Company queira lançar estas séries como divulgação, mas isso deve ser feito com foco e planejamento. Se houvesse um lançamento da dobradinha Kuuga e Build, poderíamos ter talvez o lançamento de uma dobradinha entre Agito e Zero-One, e por aí vai.

A impressão que fica é que a Sato está esperando pra que todas as séries sejam lançadas de uma vez, mas isso é um tiro no próprio pé, pois acaba restringindo o próprio objetivo da empresa: a chance de ouro para a franquia vingar no Brasil. Ora, se até a Netflix já estuda meios para lançar suas produções originais à conta-gostas, por que não lançar cada série completa à medida em que os trabalhos de legendagem forem concluídos? Assim tanto os antigos e novos fãs poderiam ver e rever as séries Kamen Rider sem pressa.

E a pergunta que fica no ar é: quando as séries completas vão estrear de fato? No final do ano ou serão adiadas para 2023?


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