
O recente arco duplo de Gozyuger homenageou o clássico Hyakujuu Sentai Gaoranger, série Super Sentai de 2001, que na época celebrou os 25 anos da franquia (e foi adaptado como Power Rangers Força Animal no ano seguinte). Por sinal, ressuscitar antigos robôs gigantes de séries anteriores — que foram sacrificados na Guerra do Universo — está se tornando uma tendência na série. Pelo menos, as referências à saga do Esquadrão das Cem Feras foram muito bem aproveitadas aqui.
Os episódios 11 e 12 de Gozyuger apresentam Gaia Todoroki, um Guerreiro do Universo com vestimentas de cowboy que possui um Sentai Ring com os poderes de Gao Red, o antigo líder de Gaoranger. Havia uma razão para Gaia lutar e até mesmo se sacrificar: vingar a morte de sua noiva, Luna, que morreu em um acidente e seu corpo e sua alma foram fundidas por um monstro No One — cujo chifre lembra bem a característica dos vilões da tribo Org.

Foi um arco emocionante, com direito a volta de Gao King, o primeiro robô gigante de Gaoranger; a trilha original de Kotaro Nakagawa, que foi reutilizada durante a luta de Gao King ao lado de Tega Sword Blue; e até referências à sacerdotisa Tetomu. Ou seja, Luna vestiu um traje similar ao da mentora de Gaoranger, com as mesmas braçadeiras que Tetomu usou na série de 2001.
E vale lembrar que estes dois episódios foram os primeiros da série que não tiveram assinatura da roteirista principal Akiko Inoue. Desta vez, quem escreveu foi Tatsuto Higuchi, que já havia colaborado com roteiros de seis episódios de Boonboomger (2024). Além disso, o mesmo arco contou com a direção do competentíssimo Koichi Sakamoto, que dispensa apresentações.
Sem dúvida, a homenagem a Gaoranger foi uma das melhores feitas até agora em Gozyuger. Isso não é um demérito à roteirista principal, que está fazendo um bom trabalho. Por isso mesmo, houve um diferencial que é bom de vez em quando — e que funcionou muito bem aqui.