‘Ultraman Omega’ deixa a desejar e está longe de ser uma das melhores séries da franquia

Ultraman Omega chegou ao fim neste sábado (17) | Divulgação: Tsuburaya

É difícil dizer — ou melhor, praticamente impossível — afirmar que existe uma série ruim da franquia Ultraman. Se você assistir com calma, vai encontrar um bom catálogo, com seus altos e baixos. No geral, 99% das séries Ultra são boas/ótimas/excelentes. Particularmente, não gosto dos filmes do Ultraman Zearth (o primeiro Ultra com a máscara vermelha), por considerar um humor exagerado que não é a cara da franquia.

Mas falando especificamente sobre Ultraman Omega (este sim, o primeiro Ultra da máscara vermelha para TV), havia começado de um jeito bem diferente, mostrando o herói-título com amnésia caindo em uma Terra onde jamais teve um ataque de monstros gigantes até então. Formou amizades, especialmente com o humano Kosei Hoshimi, que tinha o poder de controlar os Meteokaiju de Omega.

A série, que chegou ao fim neste sábado (17), tentou acertar com algumas dessas inovações. Chegou a incluir um esquadrão anti-kaiju na segunda metade. Porém, Omega não é tão empolgante como as séries anteriores da franquia. É confuso ver o protagonista Sorato Okida ter um conflito interno com o seu próprio “eu”, o Omega, que negava ser um Ultraman (oi???).

O final foi ainda mais forçado, com Sorato se fundindo com Kosei, como Omega, para derrotar o kaiju Zomera. E não convence o fato de Sorato ficar preso no seu próprio pingente. Ficou parecido com a situação atual do vilão Kuon, lá em Gozyuger, que virou uma adaga como uma espécie de “redenção”.

É claro que Omega tem pontos bem positivos, com personagens carismáticos. Mas a reta final não precisava ser assim, tão nonsense. E falando sério: o episódio final me deu sono. Tive que assistir na íntegra na manhã do dia seguinte, para prestar mais atenção nos detalhes. E, sim, Ultraman Omega está longe de ser uma das melhores séries Ultra dos últimos tempos.

Esperava mais para uma série que desperdiçou um grande potencial. Veja: não estou dizendo que Ultraman Omega é uma obra ruim. Teve lá seus altos e baixos, mas seu desfecho poderia ser mais convincente e digno, como a franquia merece. Agora que 2026 chegou, esperamos que a série principal faça uma justa homenagem aos 60 anos de Ultraman.

Enquanto isso, vamos nos contentando com a quarta temporada de Ultraman New Generation Stars, que estreia já neste sábado (24), fazendo aquele papel de “tapa-buraco” do primeiro semestre, revisitando os melhores momentos das séries mais recentes.


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