
Olhando à primeira vista, os Rangers de Aquitar podem causar uma certa estranheza para alguns fãs de Power Rangers. Eles são ignorados e incompreendidos por boa parte dos saudosistas da franquia nipo-americana. Mas não dá para rever as três temporadas de Mighty Morphin Power Rangers (1993~1995) e começar Power Rangers Zeo (1996) sem antes passar pela minissérie Mighty Morphin Alien Rangers (também de 1996). Querendo ou não, essa transição é importante para entender os rumos que mudaram a era Zordon na ocasião.
Basta apenas uma ou duas sentadas para assistir toda a minissérie, que foi ao ar pela primeira vez nos EUA há exatamente 30 anos, mais precisamente em 5 de fevereiro de 1996. Vamos (re)lembrar as aventuras dos Rangers de Aquitar, sua importância para a mitologia dos heróis multicoloridos e entender o contexto da sua contraparte original, o clássico Ninja Sentai Kakuranger (1994). Além disso, curiosidades sobre a exibição no Brasil.
O terror do conquistador da galáxia

O começo do fim da série clássica se dá com a chegada de Dom Ritão (Master Vile, no original), o pai de Rita Repulsa e Rito Revolto, num arco de três episódios. Em busca do Cristal Zeo, Ritão, que conquistou a Galáxia M51, cria o monstro Globbor, que absorve os poderes de Ninjor, anteriormente capturado por Rita e Lord Zedd. Para enfrentar este terrível inimigo, Zordon concede armaduras metálicas aos Rangers (ou não tão metálicas assim. São mesmo versões “purpurinadas” dos uniformes).
Tudo parecia perdido quando Ritão obtém o Cristal Zeo e também o Shogun Megazord. O vilão até prepara uma bizarra festa de fim do mundo no Bar do Ernie (!). Globbor, que consegue absorver a energia dos Rangers num determinado momento, fica mais forte com a aparição de algumas cabeças em seu corpo (sim, as cabeças são dos Kakuranger!). Ninjor se liberta das amarras de Dom Ritão e os Rangers conseguem recuperar o Shogun Megazord. O arco chega ao fim quando os Rangers fragmentam o Cristal Zeo em cinco partes, que são todas teletransportadas para diferentes lugares do espaço-tempo para que Dom Ritão nunca possa pôr as mãos novamente.
O último episódio de MMPR se passa durante o aniversário de Kat, a segunda Ranger Rosa. Seus amigos haviam preparado um passeio num parque da Alameda dos Anjos. Porém, Dom Ritão prepara seu infalível ataque: retroceder a rotação da Terra através de um dispositivo mágico chamado Orbe da Perdição. O plano é transformar os Rangers em crianças novamente para que eles fiquem com seus poderes anulados.
Zedd conseguiu essa proeza num episódio da segunda temporada, mas tinha dado tudo errado. Só que o novo plano teve um pouco mais de estratégia e sagacidade. O Orbe da Perdição cumpriu seu papel e transformou os Rangers em crianças. Não apenas eles, mas a Alameda dos Anjos, ou melhor, a Terra, voltou ao passado. Zedd, Rita, Goldar e Rito se agigantam e tocam o terror em Alameda dos Anjos.
Os pequenos Tommy, Adam, Kat, Billy, Aisha e Rocky nada podem fazer, já que seus poderes estão inoperantes. Assim termina a série, dando início a uma nova fase.
Os ninjas do espaço

Sem alternativa, Zordon convoca os Rangers do longínquo planeta Aquitar, para não deixar a Terra desprotegida. Delphine é a única mulher do grupo e é a primeira líder feminina de uma equipe da franquia, além de ser a primeira Ranger Branca. O quinteto também é formado pelo comandante de campo Aurico, o Ranger Vermelho; Cestro, o Ranger Azul; Corcus, o Ranger Preto; e Tideus, o Ranger Amarelo.
Por serem seres aquáticos, o tempo dos aquitianos na Terra é limitado. Eles precisam se reidratar constantemente, sob risco de morrerem (isso lembra um pouco Flashman). Os Rangers de Aquitar podem se transformar em Alien Rangers sem auxílio de um morfador. Seus poderes foram concedidos por Ninjor, o Guardião do Templo do Poder (isso explica o fato de eles serem ninjas, ok?). Com seus respectivos Power Coins, os Alien Rangers invocam os Borgs de Batalha.
Os visuais desses robôs gigantes são praticamente iguais aos Shogunzords, só que a diferença é que eles são controlados por telepatia, são mais habilidosos em combate e não possuem formas geométricas no peito (que são os símbolos dos cinco Kakuranger). Os Shogunzords também podem ser invocados pelos aquitianos para formarem o poderoso Shogun Megazord.
Em busca do Cristal Zeo

Billy, o primeiro Ranger Azul, cria um aparelho para fazer com que ele e seus amigos voltem a ser adolescentes, com a ajuda das Moedas do Poder. Porém, somente ele consegue fazer isso. Antes que os outros cinco Rangers passassem pelo processo, a gangue de Zedd e Rita aparece e destrói as Moedas do Poder. Sem contar que eles transformam o tal aparelho em um monstro.
Zordon encontra uma alternativa para restaurar o tempo e também os poderes dos Rangers: resgatar os subcristais Zeo que estão espalhados em determinadas partes do mundo. Tommy, Adam, Rocky, Aisha e Kat atravessam um portal que os leva, separadamente, para os locais onde os subscritais estão escondidos. Por destino ou algo do tipo, os pequenos Rangers se encontram com pessoas ligadas direta ou indiretamente às suas respectivas famílias e enfrentam seus próprios desafios.
Enquanto isso, os Alien Rangers enfrentam os monstros de Zedd e Rita, até que eles enfrentam Hidro Suíno (Hydro Hog), o inimigo mais poderoso de Aquitar. Nem mesmo os Borgs de Batalha são fortes o suficiente para enfrentá-lo. Durante o clímax, um dos Rangers deve ceder um dos cristais para alguém de confiança, caráter e coragem.
Em meio a todo esse caos, a dupla Goldar e Rito passa praticamente a segunda metade da minissérie tentando encontrar um local exato para implodir o Centro de Comando. Tudo para encher linguiça, mas a dublagem carioca acabou transmitindo alguma graça para as trapalhadas de Rito, principalmente, com gírias abrasileiradas.
Bastidores

No ar pelo bloco Fox Kids, da Fox americana, de 5 a 17 de fevereiro de 1996, Mighty Morphin Alien Rangers foi produzido, primeiramente, em função de dar merecidas férias para os atores de Power Rangers, que estavam cansados. Por isso, seus personagens foram transformados em crianças, para dar continuidade à trama. Apenas David Yost reapareceu para interpretar Billy novamente, que se destacou em Alien Rangers e principalmente em Power Rangers Zeo, onde serviu como conselheiro dos heróis, uma vez que seus poderes foram extintos.
Dentre os astros que estavam em férias, apenas Karen Ashley não retornou para a próxima temporada, por divergências com os produtores. Por isso, a pequena Aisha passa o bastão, ou melhor, seu subscrital, para Tanya, a Ranger Amarela de Zeo e posteriormente na primeira metade de Power Rangers Turbo (1997).
Os Alien Rangers reaparecem nos episódios 48 e 49 de Zeo (com cenas de ação do filme Ohranger: Ole vs. Kakuranger, de 1996), e brevemente no penúltimo episódio de Power Rangers no Espaço (1998) — desta vez, apenas transformados e lutando contra o exército de Divatox. Sem mostrar sua verdadeira forma, Aurico aparece ao lado de outros Rangers Vermelhos no episódio 34 de Power Rangers Força Animal (2002).
A última aparição dos Rangers de Aquitar aconteceu no final de Power Rangers Super Megaforce (2014), mais precisamente durante a Batalha Lendária, que reuniu todas as equipes de Power Rangers até então.
No Brasil

Não dá pra dizer com precisão quando Alien Rangers estreou no Brasil, pois veio como mesmo produto da terceira temporada de Power Rangers (o que não deixa de ser verdade), tanto na Globo quanto na Fox. É provável ter acontecido em algum momento de 1996. Aliás, a Globo exibiu a terceira temporada nas manhãs de domingo, sabe-se lá por qual motivo, razão ou circunstância — a emissora carioca mexeu no time que estava ganhando.
Logo nos primeiros anos de operação da extinta Fox Kids, no final dos anos 1990, Alien Rangers era reprisado como parte de Power Rangers Zeo. Ou seja, antes de qualquer reprise nas faixas diárias das 18h30 e 23h30, tinha que ter o prólogo para situar os assinantes do saudoso canal pago infantil.
Em 2 de agosto de 1999, a mesma Fox Kids voltou a exibir todas as três temporadas de Mighty Morphin Power Rangers às 12h e às 18h (este último horário antecedia a exibição diária de Power Rangers no Espaço, que havia ganhado essa nova faixa na mesma data).
Alien Rangers entrou no pacote e foi exibido no primeiro semestre do ano 2000, como epílogo da série clássica. Mas a Fox Kids não chegou a reprisar Zeo, infelizmente, e voltou para o início de Mighty Morphin. Em julho de 2000, a faixa foi substituída pelas reprises de Power Rangers Turbo. Nessa mesma época, a Globo também exibiu a terceira temporada de Power Rangers nas madrugadas.
A minissérie esteve no catálogo brasileiro da Netflix entre 7 de janeiro de 2012 e 31 de janeiro de 2021. E atualmente, desde 3 de fevereiro de 2023, está disponível na íntegra pelo canal oficial Power Rangers em Português, no YouTube. Ao contrário da terceira temporada, que foi toda redublada (com a maioria do elenco original), a versão clássica da extinta Herbert Richers foi mantida.
A única coisa estranha na dublagem era que os Alien Rangers eram chamados de “Ocean Rangers” nos dois primeiros episódios e também de “Aliens Rangers” (tudo no plural) pelos pequenos Bulk & Skull. Mas isso não tira a qualidade do elenco. Certamente você vai querer assistir (novamente) os saudosos Paulo Flores como Lord Zedd, Luiz Brandão como Goldar e José Luiz “Kuwabara” Barbeito como Rito Revolto.
E quanto aos Aliens? Todos eles foram interpretados por veteranos da dublagem (ou seja, por quarentões/cinquentões da época). Delphine teve a voz da saudosa Carmen Sheila (Dee Dee em O Laboratório de Dexter). Aurico teve a voz de Mário Cardoso (George “Diabo” Saotome em Yu Yu Hakusho). Corcus foi interpretado por Ayrton Cardoso (Professor Van Helsing em Don Drácula e Comandante Hesler em Shaider). Tideus foi interpretado por Carlos Gesteira (Cain Barzad em The Seven Deadly Sins). Cestro foi interpretado por Ricardo Vooght, que foi o Centurião Azul em Power Rangers Turbo, a primeira voz de Scorpius em Power Rangers na Galáxia Perdida (1999), além de outras participações em outras temporadas da franquia.
Mesmo com todos os seus defeitos, Alien Rangers é uma boa temporada. Já está mais do que na hora de suas origens serem exploradas/explicadas nos quadrinhos da BOOM! Studios. Os ninjas do espaço, por mais que eles sejam menos famosos/lembrados que os demais heróis de Power Rangers, não deveriam ser subestimados.
Kakuranger kenzan!

Como devem saber, a terceira temporada de Power Rangers e a minissérie Alien Rangers são adaptações do clássico Ninja Sentai Kakuranger, a série Super Sentai do distante ano de 1994. Vale aqui uma contextualização entre as versões original e “sabanizada”.
Na trama, cinco descendentes de grandes ninjas formam o Esquadrão Ninja Kakuranger para enfrentar os Youkais, que haviam sido selados por quatrocentos anos. O quinteto é formado por: Sasuke/Ninja Red (contraparte original de Aurico), Tsuruhime/Ninja White (Delphine), Saizou/Ninja Blue (Cestro), Seikai/Ninja Yellow (Tideus) e Jiraiya/Ninja Black (Corcus; NOTA: Não confunda com o nosso Ninja Olimpíada, que fez sucesso no Brasil).
Tsuruhime foi a primeira líder de um Super Sentai e foi a segunda líder de uniforme da cor branca (o primeiro foi Sokichi Banba, o Big One em JAKQ). Mas Sasuke, o vermelho da equipe, se destacava, obviamente para manter o padrão da franquia. Teruaki Ogawa (Sasuke) já reprisou o personagem no episódio 7 de Shuriken Sentai Ninninger (Power Rangers Ninja Steel/Super Ninja Steel), em 2015.
Recentemente, em 2026, ele voltou a interpretar Sasuke nos episódios 44 e 45 de No.1 Sentai Gozyuger — a última série Super Sentai, antes do hiato da franquia. Além disso, em 1998, Ogawa viveu como Hyuuga/Kuro Kishi em Seijuu Sentai Gingaman (1998; versão original de Power Rangers na Galáxia Perdida).

Satomi Hirose tinha apenas 13 anos quando começou a interpretar Tsuruhime. Em 2012, apareceu brevemente como a mesma personagem no episódio 45 de Kaizoku Sentai Gokaiger (2011; Power Rangers Super Megaforce) e, em 2019, apenas emprestou sua voz para a Ninja White na minissérie Super Sentai Strongest Battle!!.
E dentre o quinteto, tivemos um ator experiente com tokusatsu. Kane Kosugi (Jiraiya), filho do famoso ator marcial Sho Kosugi, já tinha interpretado Kenichi Kai/Ultraman Powered na série nipo-americana Ultraman: The Ultimate Hero (1993). Em tempo, Sho Kosugi participou dos episódios 28 e 29 de Kakuranger como o assassino Gali, que desafia Jiraiya para um duelo de vida ou morte.
Kakuranger teve 53 episódios para TV e um filme apresentado em 16 de abril de 1994, como parte do festival Toei Super Hero Fair. Além disso, o quinteto apareceu junto dos esquadrões Fiveman, Jetman, Zyuranger e Dairanger no curta-metragem Super Sentai World (1994), que foi apresentado em 3D no Japão em agosto do mesmo ano.
Em 2024, para celebrar os 30 anos de Kakuranger, a Toei lançou o filme Ninja Sentai Kakuranger: Act Three – Middle-Aged Struggles, que reuniu o elenco original e contou com a direção do grande Koichi Sakamoto — que atuou como coordenador de cenas de ação em Power Rangers e Super Sentai, além de outras franquias do gênero tokusatsu como Kamen Rider e Ultraman.
Comparação

Como diria Milton Neves: essa é a parte que eu mais gosto. A terceira temporada de Power Rangers aproveitou praticamente boa parte da segunda metade de Kakuranger, onde os Ninjazords e o Ninja Megazord aparecem. Melhor dizendo, na série japonesa, os mechas animais se chamam Choninju (Feras Super Ninja). Através do comando Goshin Gattai (União dos Cinco Deuses), eles formam o robô gigante Kakure Daishogun.
Sua estreia acontece no episódio 31 de Kakuranger, pra ser mais preciso, onde aconteceu a batalha final contra o príncipe youkai Gashadokuro (Rito Revolto). Kakure Daishogun pode ser combinado ao pássaro-robô gigante Tsubasamaru (Falconzord) e formar o Super Kakure Daishogun (Ninja Mega Falconzord).
Talvez isso explique o motivo da terceira temporada de MMPR ter menos episódios que as anteriores. Mas não pense que a série americana vive apenas nas costas das suas contrapartes originais, ok? Portanto, alguns episódios de Kakuranger foram descartados e outros ficaram na gaveta. O suficiente para servir como base para a temporada.
Ainda sobre Choninju e Kakure Daishogun, eles apareceram primeiro em Power Rangers no clássico filme de 1995. Só que com cenas próprias e com efeitos meia-boca. Ah, é preciso que se diga que o filme nada tem a ver com a cronologia oficial de Power Rangers.

Outro exemplo desse aproveitamento foi que Ninjaman só aparece a partir do episódio 36 de Kakuranger e ele fica até o fim da série. Ninjaman é um guerreiro que ficou preso dentro de um pote azul por mil anos, por se permitir ser enganado por Daimaoh (Dom Ritão) para atacar os humanos. Se torna o maior aliado do Esquadrão Ninja.
Curiosamente, Ninjaman pode andar numa nuvem voadora (♪Vamos conquistar as esferas do dragão…♪), se agigantar e se transformar em Samuraiman no momento de fúria. Em Power Rangers, ele foi o Ninjor, que concedeu os poderes ninja a Tommy e cia no arco de quatro episódios chamado “Ninja Quest” (do 4 ao 7).
Vamos nos deter agora nos episódios reaproveitados em Alien Rangers. A minissérie utilizou cenas de ação dos episódios 12, 13, 15, 16, 17, 18, 19 e 23 de Kakuranger. Antes desse período, os heróis tinham apenas como robôs gigantes Kyodai Jusho (Shogunzords), que formam o poderoso Muteki Shogun (Shogun Megazord). A partir do episódio 12, eles utilizam os robôs gigantes Jusho Fighters.
Ao contrário dos Borgs de Batalha, comandados pelos Rangers de Aquitar por telepatia, os Jusho Fighters agem conforme as ordens de seus respectivos heróis. Aliás, os próprios ninjas podem se unir aos robôs para fortalecer seus poderes. Kakuranger é uma série que tem um pouco de “inocência”, como um tiozinho de quimono que narra as aventuras e as onomatopeias que surgem em algumas lutas (ligou à série clássica do Batman, estrelado pelo saudoso Adam West?).

Para não dizer que Kakuranger é extremamente infantil, a série também tem cenas de ação bastante violentas e que jamais seriam mostradas na versão americana. Quem assistiu, vai lembrar de primeira da famosa cusparada de sangue no duelo entre Jiraiya e Gali no episódio 29. Essa comparação entre Kakuranger e Alien Rangers serve como exemplo pra derrubar a falácia de que “Super Sentai é melhor que Power Rangers” e bobagens do tipo.
Particularmente, eu gosto das duas franquias e essa discussão é prosaica demais. Costumo dizer que há séries originais que são melhores que suas respectivas contrapartes americanas e vice-versa. Só que uma franquia não desmerece a outra. Afinal, ambas são um só produto, mercadologicamente falando. Então, pra quê celeuma, né? Aliás, hoje entendemos que Super Sentai só esteve no ar até agora graças à existência de Power Rangers.
Se você viu Alien Rangers e ainda não viu nada de Kakuranger, procure na internet os episódios citados acima e exercite a comparação. É divertido. Kakuranger tem um pouco mais de comédia, drama e ação frenética do que Power Rangers tinha apresentado até então. Algumas cenas vão fazer mais sentido, como na batalha de Ninja Blue contra Amikiri (Witchblade). O mesmo porquê Ninja Yellow tinha mais ênfase na luta contra o monstro aracnídeo Tsuchigumo (Aracnofiend).
Ou mesmo porquê Battle Gammer tinha mais expressividade na luta contra Zashiki-warashi (Bulk transformado no monstro Bratboy). Curtiu os Irmãos Bárbaros da versão americana? Vai gostar ainda mais de ver o arco duplo com os Irmãos Shuten Douji, que possuem cenas bem mais proveitosas. O episódio 23 de Kakuranger foi o último reaproveitado em Alien Rangers. Além da aparição do youkai Umibozu (Hidro Suíno), o episódio apresentou pela primeira vez Tsubasamaru e o vilão Daimaoh, dando início a uma nova fase para a série.

Falando em mudança de fase, obviamente, acontecia o mesmo em Alien Rangers. Não por causa das cenas japonesas, como expliquei acima, mas para entregar o bastão para Power Rangers Zeo. Novos uniformes, novos poderes, novos Zords, novo Centro de Comando, novos inimigos e, é claro, o chame de qualquer temporada clássica: um novo estoque de cenas japonesas filmadas em película (♪Dash! Dash! Ohranger/Dash! Dash! Ohranger♪).
Stronger than before.
Mas isso já é assunto para outra prosa…
*Texto originalmente publicado em 22 de janeiro de 2021, na minha antiga coluna no site JBox. A nova publicação foi adaptada com atualizações.