Detonando os mitos do próprio “pai dos animes”

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Eduardo Miranda no Programa de Domingo, da extinta Manchete | Foto: Reprodução

ATUALIZAÇÃO (25/12 às 19h16): Inserção de registros grade de programação. Incluindo boletim interno da Manchete indicando a estreia de Patrine em 1994.

Olha, confesso que resisti em escrever sobre esse assunto, mas minha implicância com certas fake news sobre animês e tokusatsu falou mais alto. Me senti na obrigação moral de tratar sobre isso. Se você, assim como eu, assistia a saudosa Rede Manchete, provavelmente ouviu falar do sr. Eduardo Miranda. Também conhecido pelos fãs das series japonesas da época como “pai dos animês” (ou seria autoproclamado?). Ele já participou de várias entrevistas e também em eventos no Brasil – como a recente edição do Ressaca Friends, em São Paulo – e sempre por onde passa, vai destilando várias informações desencontradas sobre tais produtos por quais esteve envolvido nos anos 90.

E a melhor maneira de provar de que o próprio está errado é refutando com provas vindas da época em que a Manchete esteve no ar. Felizmente é possível acessar dados de programação da época e melhor elas do que eu mesmo pra destrinchar tais afirmações de ponto a ponto. E é para fazer papel de Mythbuster que eu vou usar como base algumas de suas declarações pela mídia e depois cada um tire suas próprias conclusões.

Em julho desse ano, Miranda participou da edição carioca do Anime Friends. Na ocasião, ele cedeu entrevista para o podcast Henshin Rio (edição de número 23) e, como não poderia ser diferente, o “pai” falou mais uma das suas.

Quando eu consegui finalmente emplacar Cavaleiros do Zodíaco e eu tive mais penetração nos licenciadores, eu pude trazer o que pra mim era um sonho que era o Kamen Rider (Black) RX, que eu já adorava o Black, plantei no RX. Pude experimentar o público feminino com a Patrine, já que Sailor Moon não tinha dado certo como anime (e) eu queria testar como tokusatsu e como tokusatsu deu certo. Não foi um escândalo, mas deu certo. Pois pensando em ‘Cybercops’ eu tive Winspector e tive o Solbrain, que era uma equipe de resgate. Tentei o Superhuman Samurai.

Pausa! Se por acaso o seu cérebro deu bug, é porque várias dessas informações estão erradas mesmo. Vamos lembrar que o Miranda assumiu a Divisão de Cinema da Manchete em 1993, ano em que os Bloch reassumiram o controle da emissora após um período de um ano nas mãos da IBF. Ou seja, ele não pode responder por séries que foram lançadas antes. Porém, Cybercop (no singular!) ainda estava no ar e Kamen Rider Black foi reprisado logo depois de 27 de dezembro de 1993 a 15 de julho de 1994 no horário da tarde.

Eduardo emplacou Cavaleiros porque um representante da Samtoy conseguiu negociar com a Manchete. A série fez um baita sucesso e o resto da história a gente já conhece. Miranda não tinha ligação direta com os licenciadores. Ele era funcionário da Manchete. E como responsável pela programação dos enlatados, definia os horários que iam ao ar de acordo com a necessidade da emissora. Esse é o verdadeiro papel de quem gerencia uma grade de programação.

Outra coisa que ele falou foi que o Black RX era um sonho dele e ainda afirma que foi ele mesmo quem trouxe para o Brasil. Quem tá ligado na história, sabe que o verdadeiro responsável pelo licenciamento de Black e de Black RX foi o sr. Toshihiko Egashira. Ele sim teve a iniciativa de trazer Jaspion, Changeman e mais algumas outras séries da época.

Ele diz ainda que experimentou Patrine após o “fracasso” de Sailor Moon. Dizer que isso é furo de roteiro é generoso. Isso é uma cratera. Patrine estreou em 4 de julho de 1994 e não teve o mesmo êxito que Winspector e Cavaleiros do Zodíaco — séries que estrearam no mesmo ano. Quanto à Sailor Moon, estreou em 29 de abril de 1996. Veio por causa do sucesso de Cavaleiros e depois dessa data estrearam Shurato e Samurai Warriors no mesmo ano. Não tinha como ser ao contrário. Aliás, venhamos e convenhamos: Sailor Moon é mais popular na memória afetiva dos brasileiros do que Patrine.

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Grade de programação da Manchete de 29 de abril de 1996, data da estreia de Sailor Moon | Reprodução/Folha de S. Paulo
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Boletim interno da Manchete de 2 a 8 de julho de 1994 com o anúncio de Patrine | Reprodução/Blog Clipping*

*NOTA: Essa ultima imagem é de um boletim interno de programação da Manchete de 2 a 8 de julho de 1994, informando a estreia de Patrine na programação. A fonte é do Blog Clipping, de autoria do próprio Eduardo Miranda. (!) A estreia de Patrine seria para o dia 4 de julho daquele ano (uma segunda-feira). Porém, o título aparece nos guias de programação dos jornais a partir de agosto. O que importa é que a série estreou dois anos antes de Sailor Moon — e não depois como alegou Miranda com veemência na citação acima.

Cybercop e Superhuman Samurai foram licenciados pela Sato Company (do sr. Nelson Sato) e em épocas e necessidades diferentes – nos anos de 1990 e 1996, respectivamente. Já Winspector e Solbrain foram licenciados pela Tikara Filmes (do sr. Toshi) – 1994 e 1995, respectivamente. Se Miranda tinha tanto poder de influência assim para trazer séries pra cá, por que ele não trouxe Exceedraft pra fechar a trilogia Rescue Police? Fica a pergunta no ar.

“Quando a emissora estava fechada, […], quando na emissora não entrava mais ninguém, ela tinha que ser mantida no ar, Jiraiya e Jiban que me ajudavam. Eu podia botar essas séries no ar.”

Oi??? Como assim Jiban esteve no ar??? Quem tem boa memória e era fissurado em TV em 1999, como era o meu caso, sabe muito bem que as únicas séries tokusatsu reprisadas na fase final da Manchete foram Jiraiya e Maskman. Quando os direitos de Jiraiya e Jiban estavam preste a serem expirados nas mãos da Top Tape, o sr. Toshi renovou e obviamente assumiu esses títulos. Desses dois, Jiraiya foi o único a ser exibido. A outra série era Maskman, que foi exibido em horários diferentes. Eu mesmo já escrevi várias textos sobre essa época, tanto aqui no blog (leia aqui e aqui), quanto na minha coluna semanal no JBox (leia aqui e aqui). Ambas passaram pela fase de transição para a RedeTV!, como a gente tá careca de saber. Quanto ao Jiban, se a Manchete tivesse uma sobrevida, provavelmente teria sido reprisado mais uma vez.

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Programação do último dia da Manchete em 10 de maio de 1999, com as exibições de Jiraiya (9h30/17h15) e Maskman (12h) | Reprodução/Folha de S. Paulo

Num outro podcast mais antigo, desta vez reproduzido pelo canal Clock Up, Miranda deu sua versão sobre o motivo do final de Kamen Rider Black nunca ir ao ar na Manchete.

O problema todo foi o seguinte. O japonês muito esperto, muito malandro, né, malandro Coca-Cola, lá, o malandro saquê, o cara me fazia o último capítulo com 10 minutos. Com 10 minutos ele acabava com a história. E aí ele vendia o resto todo do episódio na segunda temporada. Então eu não tinha como exibir um episodio de 10 minutos com o final da trama. […] O Kamen Rider brigando com o Shadow Moon. Todo mundo queria ver o pau dos dois, a porrada na caverna. […] Isso, no outro episódio, onde ia ter essa porrada, durava 10 minutos. E nos outros 10 entravam novos personagens, entrava uma nova trama, já botavam gancho pra próxima temporada.

Gente, se essa afirmação “parece” lenda urbana, é porque é. A serie completa do Black está acessível para todo mundo conferir. O último episódio tem 24 minutos (desconsiderando comerciais), assim como os 50 episódios anteriores. Ou será que o material é uma versão estendida do que foi ao ar no Japão? Veja: qual a lógica de uma emissora japonesa reservar um slot de 30 minutos e exibir o final de uma determinada série com uma duração inferior ao padrão? Nenhuma. O mesmo para a Manchete. Eu acreditaria na desculpa de segurar o último episódio e tirar a série do ar antes disso, menos nessa conversa pra boi dormir. Não é o estilo da Toei.

E quem seria o japonês “esperto” e “malandro” referido? Por que ele levaria o episódio final pela metade? Black e Shadow Moon brigando na caverna dos Gorgom? Com certeza Miranda viu esse final (completo), mas o mesmo começou de onde terminou o penúltimo: na Pedreira da Toei.

Mas é bom que fique bem claro que a resolução da batalha terminou aos 15 minutos do episódio (considerando a abertura) e o demais 9 minutos (considerando encerramento e preview de Black RX) mostraram Issamu Minami relembrando os principais eventos da série na cafeteria em que trabalhou junto com Satie e Kyoko. E os tais novos personagens, apareceram apenas no preview de 30 segundos, assim como nos demais episódios da reta final. Antes, havia uma chamada para o especial (inédito no Brasil) que relembrou todos os 11 Riders, até então.

Como eu sou muito chato com provas, antes que alguém diga o contrário, deixo aqui prints do último episodio de Black (remasterizado em HD) e propositalmente com o contador de tempo que não me deixa mentir. Seguem em slides:

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E por fim, Black RX não foi uma segunda temporada de Black, embora antigamente a Toei contava as duas séries como “uma só”.

Eu não fui nesta edição do Ressaca Friends, mas a Mara do blog Mais de Oito Mil, relatou via Twitter algumas passagens da palestra que Miranda apresentou neste sábado (21). Veja:

Mais uma vez o Miranda insiste na mesma falácia e ainda aumentou o tempo de duração dos episódios finais. Pra acrescentar o insulto à injúria, quando o Black foi ao ar em 1991, já não tinha final. E não era ainda na gestão dele. E outras séries como Jiban e Spielvan, por exemplo, ficaram sem finais antes da gestão do Miranda na Divisão de Cinema da Manchete. Já no seu período, apenas Patrine e Black RX ficaram sem finais e todos sabemos que as durações de cada seguiram os padrões. Não menos como afirma Miranda ao jogar pra plateia dele.

Agora o mais engraçado vem no tuíte a seguir:

Depois de tudo o que foi apurado nesse post, tá mais que na vista que o Miranda usou o clássico manjado “você tava lá?”. Eu não estive lá. Não é preciso estar nos bastidores pra saber que as afirmações de Miranda são refutáveis. É desinformação, é agir de má fé e é descrédito contra pesquisadores e produtores de conteúdo sérios que ralam horas, dias, meses ou até anos pra conseguir alguma informação precisa.

É inegável que Miranda tenha um papel importante na mediação para algumas dessas séries japonesas virem ao Brasil. Mas é lamentável que pessoas de bem e que foram parte do público da saudosa emissora tenham o “pai dos animes” como guru. Alguém que criou seu próprio mundo paralelo, acredita nesse lugar que não condiz com a realidade e vai pregando factoides sem o menor escrúpulo.

Pai ele não é, pelo menos de animês e de tokusatsu. Antes de Jaspion e de Cavaleiros, existiam outras séries dos respectivos gêneros. Miranda é apenas uma figura dos bastidores e não mais do que ele insiste em afirmar. Contra fatos, não há argumentos.

Papai, falei!

Mito detonado!

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34 comentários sobre “Detonando os mitos do próprio “pai dos animes”

  1. Dossiê completíssimo, com datas e fatos que podem ser verificados em fontes confiáveis!
    Uma coisa que a Mara do Mais de Oito Mil disse e que é fato inegável sobre ele: uma figura que sabe muito bem conduzir o espetáculo para o lado dele – isso vi no painel com Noriyo Sasaki, produtor e conselheiro para o anime do Saintia Shô na CCXP 2018, onde em questão de segundos passou de primeira pergunta do painel para a presença mais ativa no palco (!)
    Resta saber o que pensam os reais envolvidos diante do confronto de “você estava lá para saber?”

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    1. Fala, Takeshi! Pois é. A melhor maneira de refutar lendas urbanas nesse caso é deixá-lo falar e em seguida apresentar os dados precisos como datas e duração de episódio. O Miranda tem carisma. É um verdadeiro showman que joga pra plateia essas informações que são facilmente refutáveis. Com certeza quem estavam ao lado do Miranda eram licenciadores como o sr. Toshihiko Egashira e o sr. Nelson Sato, por exemplo. Felizmente eles tem histórias pra contar e que não condizem com o mundo paralelo do Miranda.

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  2. Muito bom, César! Eu estava me coçando pra interromper as férias do Sushi POP pra escrever a respeito, mas você abordou o assunto com muita propriedade. Eu acrescentaria alguns dados sobre o número assombroso de animações japonesas que passaram no Brasil desde o final dos anos 60. Speed Racer foi a primeira grande febre, Pirata do Espaço e Patrulha Estelar, em seguida, já nos anos 80. Com o agravante de que esses últimos passaram na Manchete. Ele nem pode alegar que o termo “animê” passou a ser usado só com CDZ. Seria outra desonestidade intelectual que ele comete.

    Estou fazendo o possível para que esse texto chegue ao Anime Friends.

    Parabéns pelo post e pela coragem. Caras como ele se impõem no grito, no carisma e na oratória. Não há nada melhor que a realidade para enfrentar tipos assim.

    Abraços!!

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    1. Fala, mestre Nagado! Valeu pela força. A minha vontade de escrever algo sobre o Miranda já era de longa data. Quando li os tuítes do blog Mais de Oito Mil, resolvi preparar. Não tinha como mais adiar isso. Cavaleiros certamente é lembrado pelo fenômeno que foi nos anos 90, mas não podemos descreditar animes clássicos. Sendo que a Manchete também exibiu animês como Pattrulha Estrelar, Don Drácula, Doraemon, entre outros antes da invasão de Seiya e cia. A memória das séries japonesas devem ser preservadas para o presente e para as novas gerações. Forte abraço!

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  3. Segundo o que eu li A Princesa e o Cavaleiro também foi febre na antiga Record,outros como O Oitavo Homem(original),
    Pinochio,O Judoka,Honey Honey ,Zillion e Saber Rider parecem ter feito sucesso considerável,mas muita gente mais jovem
    desconhece.Me pergunto se fui o único da geração “Seiya e Goku ” que reparou nos dvds de Safiri anos atrás.

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  4. Bem… César Filho (proprietário do blog) se apresenta como radialista. E a impressão que fica seria… Recalque? Inveja? Opróbio?

    Creio que existe espaço para todos neste meio. E sim, existiram pessoas que contribuiram em muito para este meio “pop nipônico” surgir (tanto antes quanto depois de CDZ na Manchete). Até pessoas conhecidas no meio – e que teceram alguns comentários no seu blog – me surpreenderam (e muito!) pelo ‘ressentimento escondido’.

    Uma pena… Quando li no seu blog o termo “auto proclamado”… Me lembrei de algo: Se ‘conhecimento é poder’, teríamos pessoas que receosas de perderem a sua “influência”, atacariam terceiros? Eu creio que sim… A escolha da foto que ilustra o texto do blog já mostra – ao meu ver – uma relativa má-fé. Usar uma foto (na verdade, uma reprodução de um vídeo) de 20 anos atrás? Pegam dados recentes para destruir uma reputação (mas se esquecem de OUTROS)? Certamente omitiram não só as fotos recentes do Miranda pois… Além de mostrarem um “tiozão” (só faltou usar esse termo)… Este “tiozão” está cercado de fãs que não rechaçaram o titulo de um ‘autoproclamado’ “Pai dos Animes” porque ele assim o quis!… Não, não e não!…

    Para todos os efeitos, eu digo: Se movimentos se “insurgem” contra alguém… É porquê este alguém está fazendo algo que ameaça o seu suposto “feudo de poder”. E com isso, surge a contenda… A fofoca! Uma arma que funcionou (e infelizmente funcionará nesta terra – seja antes ou depois de CDZ no Brasil).

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      1. “Um Qualquer”, apenas informo que sou livre para expressar o meu pensamento. Não fui ofensivo e não sou bajulador de ninguém. Inclusive se eu estiver errado, não me importo de divulgar uma possível retratação.
        Quanto aos outros supostos fatos (sem provas), simplesmente não teço comentários diante de pessoas anônimas.

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      2. Oi, Cláudio Roberto. Então, não há nada de “supostos fatos” apresentados e muito menos “fofoca”, pelo menos da parte desse que vos escreve. Todas as citações feitas pelo do sr. Eduardo Miranda estão com seus devidos links de onde partiram tais declarações. Como o mesmo tinha me dito no Facebook que as minhas fontes são “furadas e mentirosas”, fiz questão de atualizar o post com os registros de programação e todos com fontes (para quem quiser procurar e tirar a prova dos nove). Curiosamente, um desses registros é um boletim com a chamada de Patrine que, veja você, foi postado no blog do próprio Miranda. Aliás, todas as datas mencionadas já eram de conhecimento do público. Nenhuma novidade até aí. Dito isso: o objetivo do texto não foi “destruir reputações” e sim fazer uma análise técnica e cronológica e questionando essas afirmações com dados e fatos.

        Sobre a foto usada na capa da matéria, escolhi sim uma foto antiga. Não há prolemas nisso pois é material da extinta Rede Manchete, remete à época em que Miranda era comentarista de cinema no Programa de Domingo e tal imagem está publicada para pesquisas no Google. Abraços!

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  5. É sério isso? Em plena chegada de 2020 ainda existem essas matérias sensacionalistas? Tá com tanta falta de pauta assim jovem? Confessou que estava a tempos querendo fazer essa matéria, então realmente tava com muito tempo livre né? Pois é, realmente a internet só cria pseudos intelectuais que acham que podem falar o que quer.
    Garoto o que você ganha sujando a imagem de alguém? Isso te deixa feliz? Você se sente realizado em criar uma imagem criminosa de uma pessoa que não fez mal algum a qualquer pessoa? Se tem culhões pra ficar escondido atrás de uma matéria tendenciosa, que tem apenas o intuito de difamar alguém, porque não convidou o próprio Eduardo Miranda para conversar ao Invés de fazer todo esse alvoroço em cima de um assunto tão passado? Descarregar sua inveja e descontentamento em alguém e depois bloquear a mesma para não ter o direito de se defender é muito fácil né?
    Bom, espero que esteja muito feliz e realizado em destruir o fim de ano de uma pessoa tão atenciosa e que não faz mal a ninguém. São pessoas como você que só contribuem para que nosso meio de comunicação continue a ser o mais sujo e imundo o possível. Tão jovem e tão invejoso…é uma pena mesmo.

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    1. Aponte onde os trechos onde há sensacionalismo, por gentiliza. Isso não é difamação, é análise (e amparada por lei federal). O Miranda está desbloqueado do meu Face desde cedo. Ele pode continuar a atacar meu perfil pessoal e induzir seus seguidores a fazer o mesmo. Porém, tudo isso está registrado como provas a serem usadas contra ele em caso de audiência, incluindo os dados aqui mencionados.

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      1. César, as pessoas que vi defendendo o Miranda levaram tudo para o lado pessoal. Como não conseguem refutar as informações, apelam para o velho recurso do argumento “ad hominem”, ou seja, atacam o adversário, chamando-o de fofoqueiro, invejoso, etc…

        Teve uma alfinetada pra mim, achando que me preocupo com gente “nova” tirando meu espaço, meu “feudo de poder”. Bom, você é um novato ainda e que tem um trabalho admirável e que só vai crescer. Isso não me preocupa nem um pouco, sempre incentivo novos talentos que tenham boa índole. Temos ideias divergentes em alguns pontos, e isso também não me incomoda. Quero mais é que você cresça e seja reconhecido cada vez mais até um dia ser chamado também de veterano. Já um veterano mais velho que eu, que cresce às custas de lorotas sobre um passado imaginado, isso sim me deixa indignado.

        Estamos do seu lado. Não só eu, mas o Danilo do TokuDoc, o Teily Fábio do Coleção em Ação Show, mesmo a Mara do Mais do Oito Mil. Todos nós e muitos outros estamos bastante perplexos com a cara-de-pau de quem mente e, tendo suas mentiras confrontadas, se limita a atacar a honra de quem o desmascarou.

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      2. Mestre Nagado, quero agradecer a você e aos outros também pela força que me deram hoje. Devo a cada um, de verdade. Então, eu atualizei há pouco esse post com registros de programação, sendo que um deles veio diretamente de um antigo blog dele, o próprio Miranda. Outra atualização é que ele apagou os dois posts da fan page dele (O Pai dos Animes no Brasil) onde ele me detonava. Sentiu. Mas um desses estão registrados, além da conversa que tive com ele no privado e dos ataques dele no meu meu perfil pessoal (quero acreditar que jamais precise disso). 🙂

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  6. Nada contra o senhor Miranda, a não ser o fato de o mesmo se auto-proclamar o “Pai dos Animes” e se achar o dono da verdade, dizendo que Youtubers falam besteiras e não sabem da verdade, sendo que todos sabemos a verdade, pois não vivemos mais na era das trevas da informação. Entendo que ele tenha muitos méritos como profissional a serem respeitados. Li o texto do Cézar e não vi nenhum ataque pessoal, somente fatos e dados históricos dando contraponto às histórias do senhor Miranda. O que acho vergonhoso é que ao invés de dar um réplica também embasada em informações, o mesmo conclamou seus seguidores para que fizessem um ataque virtual contra o Cézar. Isso sim é digno de reprovação. Valeu ilaquear figura pública está apta a ganhar elogios e também críticas, ou o título de “Pai dos Animes” não seria uma alcunha de alguém que almeja ainda mais notoriedade pública? Independente das pessoas gostarem ou não dos fatos apontados nesta matéria, deveriam respeitar a opinião alheia e contrapor com respeito e inteligência, não levando para o pessoal como crianças mimadas de 08 anos de idade.

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    1. Verdade, Teily. Também não tenho nada contra o sr. Miranda. Não o conheço pessoalmente para atacá-lo e mesmo que eu o conhecesse, eu o respeitaria. Respeito não implica necessariamente em concordar com determinado ponto. Divergências são normais, desde que haja cordialidade. Infelizmente não foi essa a atitude do Miranda. Tentei conversar com ele via inbox, com cordialidade, mas o mesmo resolveu atacar o mensageiro e ainda induziu seus seguidores a fazer o mesmo. Mas o que ele não sabe é que isso é inútil pra mim e me divirto com comentários do tipo. haha! O que ele também não imagina é que eu não abaixo a cabeça para intimidação. O Mianda teve a oportunidade de ficar calado ou até mesmo de se esclarecer. Estava realmente esperando o seu contraponto, mas não terei essa honra. Ele deu um péssimo exemplo para seus seguidores. Tudo isso é lamentável, principalmente vindo de um veterano da TV brasileira e de uma das emissoras mais importante que o Brasil já teve. Vida que segue. Brigadão pela força, meu irmão! Forte abraço! 🙂

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  7. Achei que a matéria está bem embasada, com provas e tudo, mas me incomoda o fato de não ter o outro lado. O cara pode mil justificativas, pode alegar ter se confundido nas datas, nos nomes das séries, etc. De qualquer forma, se ele mantém tudo o que disse, ele tem o direito de ter o seu lado exposto. Recomendo que você abra espaço para ele neste texto ou em um novo. Um abraço.

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