É hora de morfar! 25 anos do primeiro filme de Power Rangers

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O sexteto multicolorido das telonas | Divulgação

Goste ou não, Power Rangers é um clássico absoluto da cultura pop. Já se passaram quase três décadas do lançamento da franquia nipo-americana e ela tem expandido sua mitologia durante esse tempo. E quem viveu o auge nos primeiros anos, vai ter motivos para comemorar. Power Rangers – O Filme foi lançado nos EUA em 30 de junho de 1995 – portanto, completando 25 anos hoje. Este foi o primeiro dos três filmes dos heróis multicoloridos e, sem dúvida, marcou toda uma geração, que também dividia a atenção para Os Cavaleiros do Zodíaco (pelo menos aqui no Brasil).

Esta aventura não tem nenhuma ligação com a série de TV e pode ser considerada como um mundo alternativo que apresenta o sexteto – formado por Tommy, Kimberly, Billy, Adam, Aisha e Rocky – com trajes parecidos com armaduras, acessórios especiais e até Zords feitos por CG. Até mesmo a gangue de vilões, liderada pelo casal Lord Zedd e Rita Repulsa, é apresentada com visuais diferentes do que estamos acostumados. Mas aqui eles são coadjuvantes. O vilão da vez é o bruxo Ivan Ooze (interpretado por Paul Freeman, o Dr. René Belloq em Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida), um ser morfológico de 6.000 anos que foi liberto – involuntariamente – por operários de uma construção civil. Ooze invade o Centro de Comando e ataca Zordon. Como consequência, os Rangers perdem seus poderes. Para salvar o mentor que está entre a vida e a morte, Tommy e cia partem para o planeta Pheados para obter um grande poder, capaz de deter o feiticeiro e seu exército de guerreiros Tengu. Graças a ajuda de Dulcea, uma guerreira destemida, os Rangers ganham os poderes Ninjetti, baseados em animais sagrados e voltam à Terra para derrotar Ooze. Mas primeiro, os nossos heróis teriam que libertar Alameda dos Anjos de sua maldição.

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O feioso Ivan Ooze | Divulgação

O filme, que estreou seis semanas após o final da segunda temporada, serviu como divulgação para a terceira, que só estrou nos EUA em 2 de setembro daquele ano. A aventura nas telonas preparou terreno para a temática ninja, uma vez que os novos episódios de então eram adaptações de Ninja Sentai Kakuranger, a série Super Sentai de 1994. Power Rangers – O Filme teve o mesmo carisma da série de TV, mas com um drama mais dosado e muito mais cenas de ação. Como disse acima, alguns elementos estão bem diferentes. O Megazord metalizado (por CG) era bem tosco, diga-se, mas foi o diferencial por não utilizar cenas japonesas.

Power Rangers – O Filme estreou em quarto lugar nas bilheterias, perdendo para Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo, Pocahontas e Batman Eternamente. A concorrência naquele verão americano foi acirrada, mas os heróis multicoloridos fizeram um sucesso considerável, arrecadando $66,4 milhões no mundo todo. No Brasil, estreou em 8 de dezembro de 1995. Curiosamente, tivemos duas dublagens. A primeira, realizada pela Delart, mostrou Rocky, Adam e Aisha com as vozes brasileiras de Jason (Alexandre Moreno), Zack (Gabriel Teller) e Trini (Iara Riça), respectivamente. Mas isso teve uma correção na segunda dublagem, realizada pela extinta Herbert Richers e exibida na Sessão da Tarde da Globo. Com isso, Ivan Ooze acabou tendo duas vozes. Na primeira dublagem com o saudoso Silvio Navas (Mumm-Ra em Thundercats) e a na segunda com Mauro Ramos (Pumba em O Rei Leão). Isso sem contar algumas outras diferenças de vozes e de diálogos entre ambas as versões. Dois anos depois, a Fox produziu Turbo: Power Rangers 2. O único filme canônico da franquia, e que era também o prólogo da transitória temporada Power Rangers Turbo. Em 2017, a Lionsgate produziu um terceiro filme. Trata-se de um reboot da série clássica e a pretensão era de formar uma série de cinco a sete filmes. Infelizmente o projeto foi cancelado e não deu tempo de seu potencial ser explorado como merecia.

Não tinha como dar errado, visto que os heróis eram um (mor)fenômeno mundial. Power Rangers – O Filme ajudou a impulsionar a marca fora das telinhas. Em tempos de pré-internet, o cinema foi uma mídia alternativa essencial para divulgar a série clássica, que passou a ter continuidades, temporadas isoladas e gerou produtos derivados nos games e nas HQs, principalmente. Hoje em dia, o longa se tornou um cult, não apenas para os fãs da franquia, mas também para quem viveu a boa safra de clássicos noventistas.

Assista o trailer:

PS: Veja outras curiosidades sobre o filme nos canais Mega Power Brasil e TokuDoc.


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