‘Kamen Rider Gavv’ foi além das aparências e já deixa saudades

Último episódio da série foi o 1700º da franquia | Divulgação: Toei

Após 50 episódios, Kamen Rider Gavv chegou ao fim provando que foi uma ótima série, sendo um bom exemplo de que não se deve julgar um livro pela capa. Ou melhor, julgar a trama pelo seu visual ou pela sua temática (de doces, no caso). E sim, foi uma das melhores séries Kamen Rider desde o início da atual era Reiwa.

O final de Gavv serviu como acerto de contas entre os heróis e os últimos integrantes da Stomach Inc.. A organização maligna, que transformava humanos em Doces Sombrios, era bem dividida e todos buscavam poder, mesmo que isso significasse a eliminação de algum de seus companheiros. Ou seja, como se diz aqui no Ceará, é cobra engolindo cobra.

Mas nem tudo é perfeito. Uma pena que Shoma e Masaru Inoue ficaram sem saber que eles eram sobrinho e tio maternos. Somente os aliados de Shoma (e nós espectadores) sabiam desse fato, mas o laço de amizade entre Shoma e Masaru ficou restrito a consumidor e vendedor de doces. Ou seja, ficou subentendido que a mãe de Shoma e a irmã de Masaru gostavam de doces, mas eles não sabem que se trata da mesma pessoa, Michiru Inoue, que foi vítima dos Granute.

Por outro lado, o último episódio de Kamen Rider Gavv foi o 1700º da franquia, deixando saudades para quem acompanhou toda a semana. Bem, a quem ficou no preconceito com o visual e a temática, deixo aqui os meus sentimentos. Perderam uma grande série, que soube usar elementos infantis para tratar de temas mais pesados. As aparências nos enganaram mais uma vez graças ao ótimo trabalho da roteirista Junko Komura, que acertou dessa vez.

Kamen Rider Zeztz vem aí para o Brasil e o mundo | Divulgação: Toei

O final de Gavv reservou uma passagem de bastão. Vimos a primeira aparição de Baku Yozoru, o alter-ego do Kamen Rider Zeztz (pelo menos na TV, já que ele fez a sua estreia mês passado no filme Kamen Rider Gavv: Invaders of the House of Snacks, exibido nos cinemas japoneses).

E que venha Kamen Rider Zeztz, que tem sua estreia mundial confirmada também para o Brasil, a partir do próximo fim de semana. É um novo ciclo que começa e foi um grande acerto da Toei e um grande passo para a Sato Company, que licencia a franquia dos motoqueiros mascarados aqui na América Latina.

Agora, sim, podemos bater no peito e dizer que temos um simulcast de Kamen Rider no Brasil. Quem é fã de verdade da franquia torceu para que esse sonho se tornasse realidade. Merecemos.


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