
A Rádio Manchete retornou oficialmente com boa parte da programação e da equipe de 2023 de volta. Há algumas diferenças da antiga fase comercial para a nova, que começou na manhã desta segunda (8). A essência retrô da programação foi renovada com inserções de clássicos das décadas de ouro, que fizeram muita falta nos últimos anos.
O interessante é que a “volta” da Rádio Manchete chamou atenção não apenas dos ouvintes do Rio de Janeiro, mas também de outras capitais. Há vinhetas novas (indicando a nova frequência, 76,9 FM), mas referências à extinta TV Manchete, incluindo a voz de Eloy Decarlo, antigo locutor-padrão da emissora carioca, são marcantes.
Pra quem ouviu a Manchete na fase comercial de 2023, já esperava que o Panorama Manchete tivesse mesmo uma versão recauchutada do tema Jornal da Manchete (“Videogame”, do grupo Roupa Nova). Que a Manchete Esportiva tivesse também uma versão recauchutada do tema do programa de mesmo nome na TV Manchete (“Star Battles”, de Walter Murphy).
A programação musical retornou com os clássicos da MPB e do rock nacional do acervo da MRio. Agora, o ponto positivo é a inclusão de clássicos internacionais, algo que ficou ausente, pelo menos nos últimos 7 anos da Manchete. Agora, sim, podemos ouvir Billy Paul, The Beatles, Michael Jackson, Morris Albert, Aerosmith, entre outros.

Dá pra ouvir esses e outros clássicos — nacionais e internacionais — em praticamente todos os programas, intercalando com alguma famigerada música popular. Mas, analisando o primeiro dia, o Panorama Manchete no final da tarde e o Love Times no final da noite são programas que garantem boa música das antigas.
Aliás, o Love Times, programa apresentado por Alberto Brizola, se tornou o meu programa favorito da Manchete antes da reinauguração. Justamente por ser fã, desde sempre, dos clássicos românticos dos anos 70, 80 e 90. Por sinal, é o único programa diário apresentado em versão gravada. Vale a pena dar uma conferida.
O dia de ontem foi marcado pelas mortes da cantora Angela Rô Rô e do radialista carioca Gélcio Cunha. Ambas as notas de falecimento foram registradas pela Manchete. Mas, infelizmente, a emissora perdeu a oportunidade de fazer o mesmo ao dublador José Santana e ao Rick Davies, vocalista e fundador do Supertramp, que também nos deixaram neste fim de semana. Uma pena.