‘Tojima Wants to Be a Kamen Rider’ satiriza a fantasia de infância depois dos 40

Tojima se “transforma” em Kamen Rider | Divulgação: Liden Films/Toei Company/Ishimori Pro/Aniplex

O que você faria se pudesse se tornar um Kamen Rider? Tojima Wants to Be a Kamen Rider, um dos animês mais aguardados desta temporada de outono, estreou mundialmente neste sábado (4) pela Crunchyroll. A série chega num bom momento em que a franquia, criada pelo lendário mangaká Shotaro Ishinomori, está bem aquecida com a exibição mundial de Kamen Rider Zeztz.

Tojima Wants to Be a Kamen Rider é baseado no mangá de mesmo título, assinado por Yokusaru Shibata. E essa é mais uma história de um otaku que quer ser um super-herói da infância e acaba confundindo ficção e realidade, até que isso faça algum sentido. No caso de Tojima, ele cresceu assistindo à série original de 1971 e salvou uma colega de escola das mãos de delinquentes.

Até aí, tudo bem. Mas Tojima é obcecado em se tornar o herói da TV custe o que custar, mesmo fazendo poses de transformação e — obviamente — não sendo levado a sério pelas pessoas ao seu redor. A realidade chegou quando a crise dos 40 anos bateu e Tojima se deu conta de que está sozinho e tenta se livrar de sua coleção, como se livrasse de sua doce ilusão.

Mas, como essa obsessão tinha que ter algum sentido na trama, Tojima se depara com o surgimento de bandidos que se vestem como os Combatentes da Shocker (aqueles soldados rasos que gritam “Ih!”). Como se não bastasse, eles são liderados por um chefe da Yakuza que é admirador da Shocker. E, por outro lado, temos uma jovem que quer viver como a Tackle, da série Kamen Rider Stronger (1975).

Por mais patética que seja a ideia de um adulto ainda querer se transformar em um Kamen Rider, essa é a graça de Tojima Wants to Be a Kamen Rider, que homenageia uma das franquias mais importantes do tokusatsu. Tudo com bom humor, um toque de fantasia e muita ação. O mais legal é que Hiroshi Fujioka, ator que interpretou o primeiro Kamen Rider, fez uma participação emprestando sua voz para o herói.

Por essas e outras possíveis referências que ainda podem surgir, vale muito a pena acompanhar o animê. Talvez sirva como porta de entrada para algum fã de animê passe a ter um interesse pela franquia. A experiência será bem interessante.


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