
Você viu a terceira e última parte da entrevista sobre tokusatsu na França? Então, saiu lá no canal TokuDoc, do meu amigo Danilo Modolo, em 1º de agosto passado. Foi realizada em parceria com meu amigo e conterrâneo Rafael Ribeiro, que foi pessoalmente a Paris para conversar com cinco produtores de conteúdo. Eles contaram várias curiosidades sobre a chegada, o auge, a queda e o ressurgimento do tokusatsu na terra da Torre Eiffel.
O Blog Daileon também teve acesso ao material, que tem originalmente 3 horas de duração. Escrevi dois artigos sobre a passagem dos heróis japoneses na França, que servem também como complemento (leia aqui e aqui). Seguindo o itinerário, este também é o último artigo sobre o assunto, que vai abordar outra fase que “salvou” o gênero por lá: o morfenomenal sucesso de Power Rangers, que, assim como no Brasil, gerou controvérsias.
Bioman nas mãos de Saban

Há um rumor de que Haim Saban, o criador de Power Rangers, teria levado Bioman, a série Super Sentai de 1984, para a França no ano seguinte. O fato é que a sua antiga produtora, a Saban Entertainment, adaptou Bioman em um episódio-piloto chamado simplesmente de Bio-Man (1986) — que, obviamente, jamais foi aprovado para produção de uma série completa.
Essa foi a base do conceito para Mighty Morphin Power Rangers, que surgiu mais tarde, a partir de 1993. O que se sabe é que Haim Saban teria descoberto Bioman durante uma viagem de negócios, ainda em 1984, quando a série era exibida pela TV Asahi nas noites de sábado. Percebendo que a franquia Super Sentai era bastante popular no Japão e também na França — onde Bioman era exibida com dublagem —, Saban teria visto um potencial para levar o produto para os EUA.
Após adquirir os direitos por meio da Toei Company, Saban reaproveitou as cenas de ação de Bioman para o Bio-Man (o episódio-piloto, é claro). Curiosamente, Mark Dacascos, astro de filmes de ação como Esporte Sangrento (1993) e a série O Corvo (1998), seria o ator principal, interpretando Victor Lee/Biorhythm Red (a contraparte de Shiro Go/Red One em Bioman).
Nota: Dacascos retornaria para uma produção nipo-americana de tokusatsu 23 anos depois, interpretando Eubulon em Kamen Rider: O Cavaleiro Dragão (2009).

Esse piloto não tem ligação alguma com o histórico de tokusatsu na França. Mas é possível que o sucesso de Bioman por lá tenha influenciado a decisão de Saban em adaptar a série na terra do Tio Sam. Segundo Jordan Guichaux, produtor de conteúdo e criador do canal Toku Scope, Saban era “bem próximo dos canais de TV franceses” e que, por isso, “não dá pra excluir a chance de ele ter visto algo e ter surgido alguma ideia aqui e ali”, embora não existam provas que possam cravar essa afirmação.
“É hora de morfar!“
Aqui no Brasil, Power Rangers foi ao ar pela primeira vez em 17 de outubro de 1994, pelo extinto canal pago Fox. Mais tarde, a série ganhou projeção na TV aberta pela Globo, a partir de 2 de janeiro de 1995. Mas os franceses conheceram a então nova produção um pouco antes que nós. A estreia de Power Rangers na França aconteceu em 13 de abril de 1994, como atração do Club Dorothée, o mesmo programa infantil da emissora TF1, que já tinha exibido várias séries clássicas originais de tokusatsu — incluindo séries Super Sentai como Bioman, Maskman e Liveman.
Guichaux relembra que a chegada de Power Rangers à França ocorreu em meio à onda anti-Dorothée, que veio “com uma vontade real de erradicar tudo que fosse japonês e tudo que lembrasse o país” (saiba mais aqui). Para ele, há uma hipótese de que a criação de Haim Saban talvez fosse um produto mais “aceitável” para exibição na França do que as séries japonesas, já que Power Rangers é rotulado como um produto americano.

Embora as vendas de brinquedos tenham servido como um “novo fôlego” para o tokusatsu, mesmo com a ausência de produções originais, a questão da utilização de cenas japonesas (inicialmente em película de 16mm; veiculada até o episódio 5 de Carranger [1996]) em Power Rangers foi controversa desde sempre. Guichaux ressalta que “muita gente culpa o Haim Saban por tudo isso, mas a relação entre séries japonesas e remontagens ocidentais existe desde sempre”.
O primeiro filme de Godzilla (1954) também sofreu uma adaptação nos EUA, adicionando atores estrangeiros como o saudoso ator canadense Raymond Burr (astro da série clássica Perry Mason; 1957~1966) interagindo com os personagens japoneses. Em tempo, essa adaptação veio ao Brasil, intitulado como Godzilla, O Monstro do Mar (1956).
Outro exemplo é que o saudoso Stan Lee, criador de vários heróis da Marvel, era fã de Sun Vulcan e chegou a planejar uma adaptação americana para esta série Super Sentai de 1981. A ideia? Era aquela mesma, sabe? Reaproveitar cenas japonesas de ação e colocar atores americanos. Porém, a ideia foi rejeitada porque as filmagens eram consideradas “bobas demais” pelos executivos da TV americana. “Então a pergunta é: será que o Haim Saban é realmente responsável por tudo que aconteceu?”, indaga Guichaux, que considera essa questão “muito mais complexa”.
Marvin Ringard, produtor de conteúdo do canal Toku Hill Zone e autor do livro Le Guide du tokusatsu: Kaijû, sentai et effets spéciaux japonais, des origines à nos jours (2024), afirma que existe uma imagem que ficou atrelada às produções japonesas. Para ele, “ainda hoje, para explicar o que é Super Sentai, somos obrigados a dizer: ‘é como Power Rangers. Vocês conhecem Power Rangers? O Super Sentai é a base disso’. Então existe uma imagem meio negativa, meio pejorativa, porque Power Rangers eram séries que reutilizavam as imagens japonesas e filmavam novas cenas americanas, mas essas cenas americanas eram séries adolescentes meio bobinhas, sabe essas séries que se passam em escolas, tipo Parker Lewis e coisas assim?”.

Ringard questiona a mudança de tom que Power Rangers carrega, em comparação com as séries clássicas de Super Sentai, que eram mais sérias/dramáticas. O que, em sua opinião, isso “nem sempre ajudou a causa do tokusatsu”. Por outro lado, Guichaux acredita que Power Rangers “continua sendo uma franquia que funcionou como um laboratório para muitas coisas, para uma enormidade de coisas”. Um bom exemplo disso é que diretores como Koichi Sakamoto, por exemplo, começaram em Power Rangers e se tornaram recorrentes em produções originais de tokusatsu no Japão.
No ponto de vista de Fabien Mauro, co-criador do canal Toku Scope e autor dos livros Ishirô Honda: humanisme monstre (2018) e Kaiju, Envahisseurs & Apocalypse: L’âge d’or de la science-fiction japonaise (2020), tal percepção negativa sobre Power Rangers “vem principalmente dos fãs”. Para ele, os problemas começaram pelo fato de Power Rangers ser “uma versão muito mais leve” de Super Sentai e também por ser “mais barata”.
Mauro ainda ressalta que “a crítica recebeu muito bem Power Rangers” por ser uma produção “inofensiva”. Mas o que salvou a franquia nipo-americana, em sua opinião, foi Power Rangers no Espaço (1998), por ter “uma mitologia muito forte, poderosa, inspirada nas séries de ópera espacial, o que fez com que a franquia realmente redecolasse, mas num sentido mais mitológico”.
Romain Taszek, ilustrador do livro Le Guide du tokusatsu: Kaijû, sentai et effets spéciaux japonais, des origines à nos jours (de autoria de Ringard), assistia Power Rangers na infância sem saber que a série era uma remontagem de Super Sentai. Para ele, a sensação foi de não ter visto “a versão verdadeira” e um pouco mais “autêntica”.
(Mor)fenômeno cultural

Diferente das séries Super Sentai, a distribuição de Power Rangers chegou à França com todo um pacote comercial pronto. Ou seja, o marketing era mais agressivo, com bastante vendas de produtos como linha de brinquedos, publicações e até lançamento dos primeiros episódios em VHS. Mauro explica como isso meio que deixava a impressão de que as séries Super Sentai “tinham algo de passageiro”.
A chegada dos heróis de Alameda dos Anjos à terra da Torre Eiffel provou que seu potencial era ainda mais rentável comercialmente, bem como As Tartarugas Ninja e Batman, duas das produções infantis mais vistas no Ocidente até o momento. “Então, essa reapropriação americana, ocidental, do Super Sentai permitiu criar uma franquia que realmente foi, enfim, um enorme fenômeno comercial. Ouvíamos falar disso em todos os lugares. Quer dizer, era impossível escapar disso. Já existia o sucesso americano, que já começava a ressoar, e isso amplificou o valor comercial da marca mesmo antes de ser lançada aqui”, comenta Mauro.
A projeção foi tamanha que Power Rangers chegou a ser mencionado em um telejornal, por exemplo. Havia até comerciais que anunciavam o lançamento do game Mighty Morphin Power Rangers no Natal de 1994. Isso sem contar que, em 18 de outubro do ano seguinte, aconteceu a estreia de Power Rangers: O Filme nos cinemas franceses. O formato de temporadas, no bom e velho estilo American way of life, ajudou a firmar a então nova franquia na França, tornando-se um grande fenômeno cultural. (Ou seria “morfenêmeno” cultural?)
Foi um impacto e tanto, ainda mais para um país que não teve uma distância muito grande com lançamentos de Super Sentai. Ao contrário do Brasil, que recebeu Power Rangers três anos depois da estreia de Maskman (1987) — que ainda é a última série da franquia japonesa a vir para cá. Essa história também nos leva a imaginar como seria se Power Rangers nunca tivesse existido. Será que Zyuranger, série Super Sentai de 1992, que deu origem a Power Rangers, faria o mesmo sucesso na França ou seria mais do mesmo?

Considerando o histórico de tokusatsu na França, Zyuranger seria apenas mais uma série Super Sentai. Mais do que isso, a série talvez não sobrevivesse ao movimento anti-Dorothée que surgiu no meio político. Até mesmo as séries Super Sentai tiveram seu momento de declínio durante o período em que foram exibidas na França. A temática sobre dinossauros estava em alta, e isso se reflete também no sucesso do primeiro filme Jurassic Park (1993).
Ou seja, a ideia ficou bem. Se o projeto Power Rangers tivesse começado com alguma outra série Super Sentai antes de Zyuranger, teria feito o mesmo sucesso? Talvez fosse improvável.
Abominável mundo novo

Winspector foi a última série da franquia Metal Hero a passar na França. Muito provavelmente, isso se deve à perseguição (política) contra Dorothée. Lá não existia a distinção entre Metal Hero e Super Sentai — já essas produções eram consideradas “séries tipo Bioman”.
“A Toei vendia as três ou quatro séries que lançava por ano, e tudo era exibido, mais ou menos, logo em seguida. Então, acho que, mais do que uma questão ligada a Super Sentai ou outras franquias, era mais uma questão geral em relação ao tokusatsu. O tokusatsu parou (de ser exibido na França, à época) porque era preciso eliminar a Dorothée”, explica Guichaux.

Inevitavelmente, graças ao sucesso de Power Rangers na ocasião, os spin-offs (séries derivadas) VR Troopers, Masked Rider e Beetleborgs também ganharam espaço na TV francesa. De acordo com Ringard, “são séries que têm uma reputação ainda pior” e ele considera esse tipo de adaptação como “abominável”. A estranheza que os franceses tiveram ao ver Metalder, Spielvan e Shaider numa espécie de “salada mista” americana foi parecida com a que os brasileiros tiveram ao ver os mesmos heróis na adaptação da antiga Saban.
“Eu estranhava um pouco Beetleborgs quando criança, porque foi a primeira vez que, dentro dos trajes, havia crianças. Mas a gente percebia que, ao vestirem os uniformes, o tamanho deles era de adulto”, comenta Taszek. Ainda sobre a mesma série — que também é conhecida no Brasil como Heróis por Acaso —, Guichaux relembra que descobriu o evento Comic-Con por causa do trio baseado em Jukkou B-Fighter (série Metal Hero de 1995; inédita no Brasil).

No episódio 19 de Big Bad Beetleborgs (1996), intitulado “Convention Dimension”, a dupla Janperson e Gun Gibson — da série Tokusou Robo Janperson (1993; série Metal Hero também inédita no Brasil) — aparece na série com outros nomes (é claro): Karato e Silver Ray, respectivamente. Até o vilão Bill Goldy aparece rebatizado como Goldex. As cenas são da reta final de B-Fighter, em que ocorre um crossover entre personagens de Janperson e Blue SWAT (série Metal Hero de 1994; inédita no Brasil).
“E lembro que, mesmo já conhecendo Power Rangers e tudo mais, eu me sentia mais próximo de Beetleborgs, porque a idade deles era mais parecida com a minha. Estranhamente, personagens do ensino médio não conversavam muito comigo. Enfim, é isso, sendo bem sincero. Mas ali, em Beetleborgs, eles eram pré-adolescentes, algo mais próximo de uma criança de 5 anos. Então, curiosamente, aquilo falava mais comigo; enfim, com Beetleboorgs acabei me conectando mais do que com Power Rangers, na época. Já com VR Troopers e Masked Rider, não consigo de jeito nenhum”, comenta Adrien Maurizi, coapresentador do canal Toku Scope.
Projetos de tokusatsu na França

O Brasil é um país que ficou marcado pela passagem do tokusatsu, especialmente pelas séries exibidas pela extinta Rede Manchete. Canais como TokuDoc e Resistência Tokusatsu, além deste Blog Daileon, estão na ativa para manter a chama desse gênero mais viva do que nunca. O mesmo acontece também na França, que conta com os trabalhos dos cinco produtores de conteúdo que participaram desse bate-papo.
Assinado por Marvin Ringard e ilustrado por Romain Taszek, o livro Le Guide du tokusatsu: Kaijû, sentai et effets spéciaux japonais, des origines à nos jours foi publicado em 6 de novembro de 2024, pela editora francesa YNNIS. O intuito é compreender o surgimento do gênero desde 1954, com o primeiro filme de Godzilla, e como se manteve como um gênero de produção que perdura até os dias de hoje.
“No começo, eu sempre trabalhei muito com o universo infantil. E a ideia inicial era fazer um livro para crianças sobre tokusatsu. Um livro documental, mais voltado para o cinema japonês de efeitos especiais e suas grandes figuras, com tudo que envolvesse mascotes e personagens com apelo gráfico e visual forte para o público infantil”, conta Taszek, que descobriu o trabalho de Ringard, com quem firmou parceria para a publicação do livro.
Ao tentarem fechar com editoras, Ringard e Taszek perceberam que as crianças francesas não eram exatamente “o público certo” para falar de tokusatsu em geral. O assunto seria mais interessante para quem já era do nicho, então eles resolveram mudar a rota: lançar “um livro mais abrangente, que falasse do tokusatsu como um todo”. Ringard não era habituado ao público infantil. Ao produzir seus vídeos para o canal Toku Hill Zone, ele adota uma abordagem que atrai uma faixa etária mais ampla.

“Então, acabamos encontrando um ponto de equilíbrio, para criar um livro de fácil acesso para todo mundo, que ajudasse o leitor a entender o que realmente é o tokusatsu. Claro que, no começo, falamos de kaiju, falamos de super-heróis, e depois mostramos um pouco do que existe além disso. Entram também os filmes de terror, os filmes de yokai, os filmes de ópera espacial, tudo o que envolve conquista espacial e tudo mais. Então, de fato, nossa ideia era a de fazer, de oferecer um livro de fácil acesso que falasse de tokusatsu para o público geral, para que as pessoas entendam, afinal, o que é o tokusatsu”, acrescenta Ringard.
Já o projeto Toku Scope foi criado em 2010 por Jordan Guichaux, em parceria com Fabien Mauro — autor do dos livros Ishirô Honda: humanisme monstre (2018) e Kaiju, Envahisseurs & Apocalypse: L’âge d’or de la science-fiction japonaise (2020) —, além da coapresentação de Adrien Maurizi. Na ocasião, Mauro estava finalizando a produção do documentário Kaiju United: Les Monstres Géants Et Nous (“Kaiju Unidos: Os Monstros Gigantes e Nós”, em tradução livre), sobre o fandom de filmes de monstros gigantes.
“Eu tinha ido ao Japão para entrevistar o Akira Takarada (falecido astro principal do primeiro filme de Godzilla), feito imagens de Tóquio, gravado na convenção do Ultraman (Tsuburaya Convention), e depois tinha ido ao J-Fest. Então, eu tinha feito a parte americana do documentário, a parte japonesa, e estava trabalhando na parte francesa. Foi então que pensei: ‘preciso encontrar alguém para falar sobre kaiju eiga na França'”, explica Mauro, que já conhecia Adrien pela internet.
Adrien Maurizi não poderia ser entrevistado, pois ele ainda era menor de idade — tinha apenas 15 anos à época. Com isso, ele apresentou Jordan Guichaux a Fabien Mauro, que já tinha criado um site chamado Kaiju Royaume. “E, de fato, naquela época eu já era estudante universitário, eu estudava cinema, e já me interessava pela questão do cinema japonês, sobretudo por kaiju eiga (filmes kaiju), até mais do que por outros tokusatsu”, relembra Guichaux, que foi incentivado a começar a reunir alguns depoimentos para entrevistas.
Praticamente sem recursos, Guichaux tinha acesso a jornalistas e pessoas que tinham algum contato com tokusatsu, ainda que distante. Ele acrescenta: “No fim das contas, a gente também estava tentando encontrar uma forma, não de criar algo do zero, mas pelo menos de mostrar que esse gênero era algo bem real, bem vivo, sobretudo como continuidade do seu documentário. E acabamos combinando, com o material que já tínhamos conseguido reunir e com todas as imagens que tínhamos, de fazer pequenos vídeos informativos. No começo, não tínhamos a intenção de criar um canal como o Toku Scope é hoje. Pelo que me lembro, falávamos em fazer vídeos curtos de apresentação ou pequenas entrevistas de vez em quando. E, aos poucos, as coisas foram se transformando no que acabou se tornando o Toku Scope, que passamos a fazer nós três juntos”.
Mauriz fala sobre o processo de criação do Toku Scope: “A gente se lançou nesse projeto de canal em 2013, justamente quando estavam para sair (os filmes) Círculo de Fogo e Godzilla, o que reacendeu um pouco o interesse por kaiju eiga, por tokusatsu e por robôs gigantes, coisas que estavam meio esquecidas. Tirando Cloverfield: Monstro, em 2008, não tinha acontecido muita coisa do gênero na França. Foi também nessa época que saiu o episódio 6 de France Five, se não me engano, e aconteceu ali o nosso primeiro vídeo oficial. (…) Atualmente, temos menos regularidade, mas, sempre que surge a chance de fazer uma entrevista, a gente tenta continuar oferecendo algum conteúdo para os fãs franceses”.
A França tem um histórico de tokusatsu meio parecido com o Brasil. Em alguns aspectos, sim. Em outras, foi bem sofrida com o preconceito com as produções japonesas. Ainda assim, o tokusatsu na França, com seus altos e baixos, é digno de material de pesquisa para entendermos a importância das produções originais e também das adaptações. A perseverança dos franceses é um exemplo que nós, fãs brasileiros, devemos seguir.
Assista ao terceiro e último vídeo dessa série sobre tokusatsu na França via canal TokuDoc:
Veja também, nesta quarta (26), a partir das 20h, a live da qual Rafael Ribeiro participa no canal Resistência Tokusatsu, repercutindo sobre a última parte do especial sobre tokusatsu na França. Assista aqui:
*Agradecimentos ao Rafael Ribeiro.